Definição
A
síndrome de Down (SD) é um distúrbio genético causado pela ocorrência de três
cromossomos 21 (trissomia) na sua totalidade ou de porção fundamental dele,
quando a normalidade é de apenas dois cromossomos. Ocorre em um a cada cerca de
650 recém-nascidos.
Causas
A
síndrome tem como causa a presença de um cromossomo 21 a mais. Este distúrbio
causa uma combinação específica de características fenotípicas que inclui
retardo mental e aparência facial característica.
Sintomas
As
pessoas com síndrome de Down costumam ser mais baixas e ter um atraso no
desenvolvimento mental. Algumas características físicas de crianças com a
síndrome incluem achatamento da parte de trás da cabeça, inclinação das fendas
palpebrais, pequenas dobras de pele no canto externo dos olhos, orelhas e boca
pequenas, língua proeminente, tônus muscular diminuído (hipotonia), ligamentos soltos,
mãos e pés pequenos e excesso de pele na nuca. Cerca de 50% das crianças com a
síndrome têm uma única linha transversal que cruza a palma das mãos (linha
simiesca), e há um espaço aumentado entre o primeiro e o segundo dedo do pé.
É
importante pesquisar determinadas doenças mais comuns nesta população:
- deficiência auditiva (80% a
90%);
- doença congênita do coração
(30%);
- problemas intestinais;
- distúbios oculares;
- problemas ortopédicos;
- leucemia e convulsões.
Diagnóstico
A
síndrome de Down é diagnosticada por meio de exame clínico. A aparência facial,
a habilidade cognitiva abaixo da média e o retardo mental são elementos
facilitadores do diagnóstico. Muitos dos sintomas característicos já descritos
são facilmente observados.
Tratamento
Procurar
um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do
melhor tratamento para cada caso. Somente o especialista poderá orientar o
paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.
Várias
contribuições podem ser feitas para melhorar o desenvolvimento da criança com
síndrome de Down: intervenção mais cedo na aprendizagem, diagnóstico e
tratamento precoces de problemas comuns como hipotireoidismo, ambiente familiar
estável e fisioterapia motora. O empenho individual de pais, professores e
terapeutas com essas crianças pode produzir resultados positivos inesperados. O
fonoaudiólogo deverá ser o responsável pela articulação dos sons da fala e pelo
desenvolvimento da linguagem, frequentemente reduzidos nos portadores da
síndrome. Os pais devem estar atentos a tudo o que a criança comece a fazer
sozinha, espontaneamente, e estimulá-las, evitando que se tornem dependentes.
Em todo o mundo há pessoas com SD estudando, trabalhando e se casando.
Prevenção
Não há
medida de prevenção para a SD e ela é uma das alterações genéticas mais comuns.
As grávidas com risco de ter um filho afetado por esta síndrome devem ser
encaminhadas para consulta de aconselhamento genético, onde poderão realizar
testes genéticos (como a amniocentese).
Editora médica: Dra. Anna Gabriela Fuks
(615039RJ)
Jornalista responsável: Roberto Maggessi (31.250 RJ)
Jornalista responsável: Roberto Maggessi (31.250 RJ)

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