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domingo, 29 de maio de 2016

Tic na Educação



Caros colegas,

 

É importante salientar o quanto a tecnologia está fazendo parte não do nosso dia a dia, mas sim da vida de cada aluno em sala de aula, desde os mais novos até os universitários.

Precisamos ter a convicção de tudo que iremos utilizar como ferramenta no nosso ambiente escolar de alguma maneira iremos usar a tecnologia a nosso favor para que possamos desenvolver um bom trabalho.

Nesse blog postei informações que adquiri com meus professores e que achei muito importante informar a todos.

Espero poder ajudar contribuindo com o conhecimento que venho adquirindo e o que eu não souber irei procurar respostas.

 

O aluno Power Point








Como não se vê no curso para fazer diferença, o “Aluno Power Point” não compreende que, como tudo na vida, a aula tem três momentos capitais: o antes, o durante e o depois. O “antes”, para se preparar para o estudo pessoal e grupal em sala de aula. O “durante”, para se envolver com as atividades propostas a título de realização de atos de aprendizagem em situações didáticas em sala. E, por fim, o “depois”, para revisar e consolidar as informações, conhecimentos e saberes que foram mobilizados na aula. Do alto do valor da mensalidade que paga à instituição de ensino e do objetivo que alimenta de adquirir um certificado, o “Aluno Power Point” pergunta, com a maior naturalidade: “Para que me preparar para as aulas, participar das atividades em sala e consolidar os conteúdos da disciplina, se o professor lê seus slids, nos quais resume o conteúdo da matéria, e os coloca à minha disposição em forma de cópias xerográficas para eu ler, decorar e, depois, devolver a ele nas provas objetivas que ele me aplica?” Ele faz esse tipo de pergunta e evidencia que o jogo do “Eu finjo que ensino, você finge que aprende” está muito bem acordado e funciona como passaporte para o canudo de terceiro grau. O “Aluno Power Point” precisa se dar conta de que essa é uma escolha pelo aparentemente mais fácil, mas que poderá lhe trazer problemas a médio e longo prazos. Ele precisa ser alertado para o fato de que certificação não garante formação, e que essa requer envolvimento com os conteúdos estudados nas disciplinas do curso que escolheu, de modo a deixar que as informações, conhecimentos e saberes nela envolvidos possam transformá-lo, fazê-lo do avesso, provocar nele a própria reinvenção. Além disso, o “Aluno Power Point” merece compreender que optar pelas frouxidão que o uso dos recursos tecnológicos pode acarretar é optar pela menoridade, por aquele estilo existencial em que a pessoa não pensa por ser pensada, não decide por ser decidida e nem age por ser levada de roldão e a reboque dos processos comandados por quem tem imenso interesse em vê-lo como massa de manobra, cordeirinho dos senhores do mundo e serviçal obediente dos aproveitadores de plantão. Ele precisa entender que conhecer e saber só fazem sentido se nos ajudam a ser mais, finalidade para a qual o uso empobrecido do Power Point não pode contribuir.








Normal é ser diferente


A síndrome de Down ainda não tem cura, mas pesquisas recentes apontam a possibilidade de melhoras cognitivas a partir do uso de medicamento aprovado para tratamento de Alzheimer. O biólogo Stevens Rehen aborda em sua coluna os resultados e possíveis impactos desses estudos.
Normal é ser diferente
Fonte: cienciahoje.uol.com.br/colunas/bioconexoes/normal-e-ser-diferente

Por: Stevens Rehen

Publicado em 25/03/2011 | Atualizado em 25/03/2011



A síndrome de Down é um evento genético natural e universal, presente em todas as classes sociais. Pesquisas buscam formas de atenuar os seus efeitos e, assim, propiciar maior inclusão social de seus portadores. (foto: Vanellus Foto/ CC BY-AS 3.0)

A síndrome de Down ocorre quando o indivíduo possui no núcleo de suas células três cópias do cromossomo 21 em vez de duas. É a condição cromossômica natural mais recorrente na espécie humana, com prevalência de 1 em cada 691 nascimentos. No Brasil, há pelo menos 300 mil pessoas com síndrome de Down.

Portadores dessa síndrome são acometidos com maior frequência por algumas patologias, tais como leucemia, cardiopatia congênita, hipotireoidismo, problemas respiratórios e de audição. Muitas dessas situações são tratáveis, de modo que a maioria dos portadores leva vidas saudáveis, entretanto, o maior desafio à socialização está na deficiência intelectual, incluindo dificuldades de aprendizagem.

Apesar dos benefícios do estímulo motor e cognitivo introduzido cedo na vida das crianças, até muito recentemente acreditava-se que os principais déficits intelectuais associados à trissomia do cromossomo 21 seriam intratáveis. No entanto, novos artigos científicos indicam a possibilidade de melhora significativa no processo de aprendizado e memória a partir da utilização de um fármaco já aprovado para o tratamento da doença de Alzheimer.

Trissomia do cromossomo 21

A presença de três cromossomos 21 é o sinal da síndrome de Down. (imagem: National Human Genome Research Institute)

Cabe fazer aqui uma pequena digressão. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, cujos primeiros sintomas são a perda de memória e da capacidade de atenção que culminam em déficit cognitivo.

Há concordâncias fenotípicas impressionantes entre pessoas com síndrome de Down e pacientes com Alzheimer, consequência do acúmulo cerebral de uma proteína – mais especificamente de oligômeros do peptídeo beta-amiloide – resultante do desequilíbrio na produção da proteína precursora de amiloide, cujo gene se localiza justamente no cromossomo 21.

Praticamente todas as pessoas com síndrome de Down irão apresentar ao longo da vida as perdas cognitivas características da doença de Alzheimer. A diferença é que os sintomas surgem mais precocemente nos indivíduos com Down.

Embora os medicamentos atuais não sejam capazes de impedir o avanço ou curar a doença de Alzheimer, podem ajudar a reduzir a perda de memória. A memantina é um desses medicamentos. Trata-se de um antagonista de um dos receptores de glutamato, o principal neurotransmissor do sistema nervoso.

Ensaios clínicos demonstraram que 28 semanas de tratamento com memantina são suficientes para reduzir a demência leve ou moderada e a inflamação cerebral em pacientes com Alzheimer.

Bloqueio certeiro

Uma linhagem de camundongos (chamados camundongos Ts65Dn) apresenta trissomia parcial do cromossomo 16 (equivalente ao cromossomo 21 em seres humanos) e diversas características dos portadores da síndrome de Down, inclusive deficiência intelectual.

Tratados com memantina por até seis meses, a partir do primeiro mês de vida, esses animais melhoraram a capacidade de reconhecimento espacial em relação aos não tratados. Tal observação foi acompanhada pelo aumento significativo na produção de uma proteína chamada BDNF, vital para o bom funcionamento dos neurônios. O tratamento com memantina também reduziu a quantidade de proteína beta-amiloide no cérebro dos camundongos.

Memantina

Pesquisador brasileiro avalia a utilização de memantina, aprovada para o tratamento de Alzheimer, por adultos com síndrome de Down. (esquema: Wikimedia Commons)

Dentre as alterações que produz no cérebro, os oligômeros de beta-amiloide ativam diretamente os receptores de glutamato, provocando a entrada excessiva de cálcio no interior dos neurônios e alterando sua função. A ativação exagerada desse receptor com aumento de cálcio intracelular pode ser uma das causas da demência associada tanto à doença de Alzheimer quanto à síndrome de Down.

Uma vantagem da memantina estaria em sua baixa afinidade pelo receptor de glutamato, ou seja, esse fármaco é capaz de bloquear a ação deletéria do glutamato sem comprometer por completo a atividade fisiológica de seu receptor.

A administração de memantina imediatamente antes da realização dos testes de memória foi suficiente para melhorar a performance dos camundongos Ts65Dn a níveis próximos aos animais controle – que não apresentavam a trissomia –, reforçando a hipótese de que o papel desse antagonista do receptor de glutamato seja reduzir o desequilíbrio neuroquímico dos portadores da síndrome de Down.

Em contrapartida, não houve melhora cognitiva nos animais sem trissomia após tratamento com memantina. Estudos sugerem, inclusive, que a memantina pode prejudicar a aprendizagem de indivíduos comuns. Cabe aqui mencionar que a administração crônica de memantina pode levar à degeneração de parte importante dos neurônios em ratos adultos saudáveis.

Impacto social

Desde 2006 comemora-se o Dia Mundial da Síndrome de Down. A data (21/3) é uma alusão às três cópias do cromossomo 21. Este ano participei da atividade organizada pela médica Márcia Ribeiro na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Veja vídeo produzido para o Dia Mundial da Síndrome de Down 2011, resultado de parceria entre 45 países

Em 2010, por conta de nossos estudos descrevendo a incidência de células com três cópias do cromossomo 21 no cérebro de pessoas comuns, fui convidado a ministrar uma palestra no evento organizado em São Paulo por Zan Mustachi, pediatra que atende crianças especiais há mais de 30 anos.

Na ocasião, conheci Alberto Costa, cientista brasileiro radicado nos Estados Unidos, responsável pelo primeiro teste clínico aprovado pela agência que regulamenta o uso de medicamentos nos Estados Unidos, a FDA, para avaliar a utilização de memantina por adultos com síndrome de Down.

O quociente de inteligência (QI) médio da população comum é 100, já o das pessoas com Down gira em torno de 50. A hipótese de Costa é que a utilização de memantina associada à boa educação, cuidados e estímulos apropriados poderá elevar o QI médio dos portadores da síndrome de Down para 70-80.

Se a hipótese de Costa estiver correta, mais pessoas com síndrome de Down serão capazes de entrar na universidade e no mercado de trabalho

Alberto Costa transfere o conhecimento adquirido em modelos animais com o propósito de melhorar as habilidades intelectuais de indivíduos com síndrome de Down. Cabe aqui salientar, entretanto, que, como qualquer pesquisa em andamento, é necessário aguardar a divulgação dos resultados para que eventualmente se confirmem segurança e eficácia do medicamento em portadores da síndrome de Down.

Se a hipótese de Costa estiver correta, mais pessoas com síndrome de Down serão capazes de entrar na universidade e no mercado de trabalho. Um belo exemplo de inclusão social como consequência direta da medicina translacional conduzida por um neurocientista brasileiro e que poderá transformar a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Stevens Rehen
Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Leitura complementar

Lockrowa et al. Effects of long-term memantine on memory and neuropathology in Ts65Dn mice, a model for Down syndrome
. Behavioral Brain Research, 2 abril 2010.

Rueda et al.
Memantine normalizes several phenotypic features in the Ts65Dn mouse model of Down syndrome. Journal of Alzheimer’s Disease, v. 21, n.1, p. 277-290, 2010.


 

 

sábado, 20 de setembro de 2014

Proposta de debate sobre o livro: Pais Brilhantes, Professores Fascinantes

           O livro relata alguns fatos ocorridos entre os pais e seus filhos e entre os professores e seus alunos no dia – a – dia, onde o autor quer mostrar que é preciso mudar o relacionamento entre ambos, que a cada dia que passa tem se tornado pior.

            O autor mostra que o relacionamento familiar e o relacionamento na escola estão ligados, pois o relacionamento que se tem em casa o aluno reflete na escola.

            O autor sinaliza que a educação de nossos sonhos é formar jovens felizes e inteligentes.

            Por essa razão a visão do livro é formar crianças e adolescentes sociáveis, felizes, livres, e empreendedores que é um belo desafio nos dias de hoje. No qual a solidão nunca foi tão intensa: os pais escondem seus sentimentos dos filhos, os filhos escondem suas lágrimas dos pais, os professores se ocultam atrás do giz.

            O estresse e a ansiedade fazem parte da rotina de jovens e adultos. A produção de conhecimento se multiplicou, mas as novas gerações não estão sendo formadas para pensar e sim para repetir informações.

            Ele mostra que a formação não se constrói por acumulação, mas através de um trabalho de reflexão sobre as práticas e de reconstrução da identidade do aluno. Porque na educação isso não ocorre e faz com que haja uma necessidade do processo de reflexão dos professores diante de suas ações.

            Ele também mostra que é preciso cultivar a emoção e expandir a inteligência dos jovens. E, para isso, os pais e os professores precisam de ferramentas para estimular as crianças e os adolescentes.

            O autor também diz que “nossa geração produziu informações que nenhuma outra jamais produziu, mas não sabemos o que fazer com elas. Raramente usamos essas informações para expandir nossa qualidade de vida... Nós nos tornamos máquinas de trabalho e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender”.

            O autor também coloca que com as informações que as crianças estão obtendo o conhecimento se multiplicou e o número de escolas vem se expandindo rapidamente como em nenhuma outra época, mas mesmo com tudo isso nós não estamos produzindo pensadores.

            O autor comenta: “não estamos educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, tais como contemplar o belo, pensar antes de reagir, expor e não impor as idéias, gerenciar os pensamentos, ter espírito empreendedor. Estamos informando os jovens, e não formamos sua personalidade”.

            Ele informa: ”devemos procurar soluções que ataquem diretamente o problema. Precisamos conhecer algo sobre o funcionamento da mente e mudar alguns pilares da educação. As teorias não funcionam mais. Bons professores estão estressados e gerando alunos despreparados para a vida. Bons pais estão confusos e gerando filhos com conflitos... Atualmente não basta ser bom, pois a crise da educação impõe que procuremos a excelência... Cada hábito praticado pelos educadores poderá contribuir para desenvolver características fundamentais da personalidade dos jovens”.

            E para finalizar o autor informa: “um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender”.

            O livro mostra o tempo que devemos mudar o nosso comportamento, atitude, entre outros. Perante aos alunos e também aos nossos filhos, pois isso está fazendo com que esses jovens não tenham mais perspectiva e nem esperança na vida. E em sala de aula tudo terá que ser mudado para que se consiga fazer com que o aluno note que todas as informações que estão sendo dadas, no futuro farão com que sejam pessoas capazes de poder caminharem sozinhas e de tomar suas próprias decisões.

            Isto só acontecerá se os professores buscarem ter mais paciência não tentando impor sua autoridade e toda vez que se encontrar em uma situação difícil tentar buscar um outro caminho sendo por meio de conversas, brincadeiras, entre outras coisas, para que o aluno perceba e tente mudar sua atitude compreendendo o professor.


Livro: Pais Brilhantes, Professores Fascinantes

Autor: Augusto Cury          Editora: Sextante

domingo, 7 de setembro de 2014

7 dicas para ler e escrever melhor

Confira dicas que vão ajudar você a ler e, consequentemente, escrever melhor:
1. Leia com cuidado
As pessoas podem ficar impressionadas com a rapidez de sua leitura, mas isso não quer dizer que você a fez de maneira eficiente e proveitosa. Para conseguir absorver o máximo do texto é necessária uma leitura cuidadosa e atenciosa. Não tenha medo de destacar, anotar e marcar as páginas, sua personalização do livro irá completar aquilo que o autor deseja transmitir. Tome o tempo necessário e pergunte o que for preciso para realmente se aprofundar nos temas, técnicas e objetivos do autor. Você não irá aprender por osmose.
2. Ficha de leitura
Outra maneira de aprimorar a leitura e ter uma visão geral do conteúdo do livro é por meio de fichas. A check list de leitura oferecida pela Universia Brasil, por exemplo, ajuda você a classificar personagens, enredo, gênero do livro e muito mais.
3. Identificar clichês
Ficar atento para clichês e palavras, ideias ou frases muito usadas é uma ótima maneira de evitar esses deslizes em seu texto. Quanto mais atenção você tiver para o material de outros autores, mais cuidado terá quando for confeccionar seus próprios textos.
4. Aproveite todo o material
Muitas publicações podem incluir materiais complementares, como questionários, críticas e notas sobre a tradução, por exemplo. Não ignore as informações e apoio oferecidos por esses materiais, pois eles podem proporcionar um entendimento muito maior sobre o contexto em que o autor escreveu, quais eram suas principais influências, etc.
5. Leia em voz alta
Ler em voz alta é uma ótima estratégia de memorização e entendimento de leituras mais complexas e exigentes. Quando estiver na fase inicial da escrita de seus textos, ler em voz alta também pode ajudá-lo a colocar as ideias em ordem e evitar que fique confuso ou mal explicado. Erros de gramática e na estrutura das frases também são evitados com mais facilidade quanto você escuta o que escreveu.
6. Edite outros textos
Você não deve cobrar por esse tipo de serviço a não ser que esteja qualificado para tal. Mas fazê-lo de maneira voluntária para colegas de classe e amigos é uma ótima maneira de treinar sua percepção de estrutural e estilo textual.
7. Leia
Não adianta! A melhor estratégia para ler melhor é cultivar a leitura. Leia sempre. Não espere uma tarefa mandada pelos professores para ler por obrigação. Escolha obras de seu interesse e, gradualmente, aumente as opções para diversificar seus conhecimentos e gosto.
Até a próxima!

domingo, 31 de agosto de 2014

A Arte de Esquecer - Ivan Izquierdo


A arte de esquecer

Iván Izquierdo,

Lia R. M. Bevilaqua e Martín Cammarota

 

Talvez o maior pesquisador na área da Memória nos últimos 50 ou 60 anos, James McGaugh, da Universidade de Califórnia em Irvine, num livro publicado em 1971, apontou que “talvez o aspecto mais notável da memória é o esquecimento” (Harlow et al., 1971).

De fato, esquecemos a imensa maioria das informações que adquirimos. Todos reconhecem que a infância é o período mais importante de nossa vida, porém, se nos convidarem a relatá-la, nenhum de nós levaria mais do que umas poucas horas. O médico que mais sabe sobre Medicina poderá expor tudo o que sabe também, no máximo, em poucas horas. A maioria de nós lembra com detalhes o que estava fazendo, onde e com quem, no momento em que morreu Ayrton Senna; ninguém se lembra do que aconteceu 24 horas antes ou depois. A morte do Senna é uma memória altamente emocional, que recordaremos sempre porque foi gravada de maneira indelével (ver comentário no final deste artigo); as memórias do dia anterior e do dia posterior correspondem a memórias inexpressivas, que logo esquecemos para sempre.

Há várias razões e mecanismos para isso. Para começar, os mecanismos da memória se saturam (Izquierdo, 2002). Para continuar, Jorge Luis Borges, num conto chamado “Funes o Memorioso”, demonstrou, pelo absurdo, que lembrar tudo é impossível. O personagem, Funes, pode lembrar até o último detalhe um dia inteiro de sua vida, mas, para fazê-lo, requer outro dia inteiro de sua vida, o que é impossível (Borges, 1943).

De fato, é necessário esquecer, ou pelo menos manter longe da evocação muitas memórias. Há muitas que nos perturbam: aquelas de medos, humilhações, maus momentos. Há outras que nos prejudicam (fobias) ou nos perseguem (estresse pós-traumático). Em razão do problema da saturação, existem memórias que nos impedem de adquirir outras novas ou adquirir outras antigas, mais importantes (por exemplo, como fugir em uma situação de medo). Borges, em seu conto, aponta que Funes era “incapaz de esquecer para poder pensar, (pois) para pensar é necessário esquecer (detalhes) para poder fazer generalizações”.

 

Formas de esquecimento

Há várias. A mais estudada é a extinção, à qual dedicaremos algumas linhas a seguir. Outra, popularizada por Freud, é a repressão, talvez vinculada com a anterior. Existem memórias que não ultrapassam poucos segundos, e ficam na memória de trabalho. Outras não ultrapassam a memória de curta duração (e não ficam na memória de longa duração). Outras memórias duram poucos dias e depois desaparecem. Por último, há o esquecimento real: memórias que desaparecem por falta de uso, com atrofia sináptica.

 

Extinção

Descoberta por Pavlov há mais de um século, a extinção se deve à desvinculação de um estímulo condicionado do estímulo incondicionado com o qual tinha se associado e gerado uma resposta aprendida; o estímulo passa a se vincular com a ausência desse último estímulo. Por exemplo, se associamos uma campainha (estímulo condicionado) com um choque elétrico (estímulo incondicionado) e com isso se gera uma resposta de flexão, e passamos a apresentar à campainha isolada, sem o choque, essa aos poucos irá se associando com a falta de choque e a resposta de flexão será suprimida. A campainha deixa de sinalizar um choque; passa a sinalizar que não virá mais um choque. Se vamos todos os dias a um guichê onde recebemos dinheiro, e a partir de certo dia lá não nos dão mais dinheiro, associaremos o guichê com a falta de dinheiro.

Isso tem um tremendo valor adaptativo, porque nos impede de insistir na realização de comportamentos (ou em manter pensamentos) que já não se ligam mais com a realidade. A partir da última série da escola, não precisamos mais nos lembrar daquele professor de aspecto feroz...

A extinção foi muito estudada em nossos laboratórios. Depende da ativação de receptores glutamatérgicos NMDA (N-metil-D-aspártico), proteína cinase dependente de AMPc (PKA), proteínas cinases reguladas extracelularmente (ERKs), proteína cinase dependente de cálcio e calmodulina (CaMKII), expressão gênica e síntese protéica em uma ou mais das seguintes estruturas: hipocampo, amígdala basolateral, córtex entorrinal e área pré-frontal ventromedial (Vianna et al., 2001, 2004; Milad & Quirk, 2002; Bevilaqua et al., 2006).

A relação com uma ou outra estrutura depende da tarefa utilizada em animais (Myers & Davis, 2002); o córtex pré-frontal ventromedial parece ser necessário para todas, e nele a extinção se correlaciona com atividade elétrica específica e há necessidade de síntese protéica. A participação de várias dessas estruturas na extinção do medo aprendido foi confirmada por ressonância magnética funcional em humanos (Phelps et al., 2004).

Utiliza-se desde Freud (1959) a extinção na terapia do medo aprendido. Ele e seu discípulo S. Ferenczi a aplicaram em um caso de fobia, dando-lhe o nome de “habituação” (Freud não tinha simpatia alguma por Pavlov, para quem a habituação era outra coisa (Vianna et al., 2000)). O sucesso foi imediato e, a partir deles, a extinção foi largamente empregada no tratamento do medo aprendido (Rothbaum & Schwartz, 2002; Cammarota et al., 2003). Nos últimos anos, tem sido empregada como tratamento de escolha na terapia do TEPT (transtorno de estresse pós-traumático); alguns autores norte-americanos preferem chamá-la de exposure therapy (Beckett, 2002; Rothbaum & Schwartz, 2002). Na extinção, de fato, o terapeuta faz uma (sobre)exposição do paciente a fotografias ou a outras circunstâncias pertinentes ao trauma inicial, salientando a ausência de conseqüências perigosas ou assustadoras nessa exposição. Em trabalhos recentes, nosso grupo estudou de maneira paramétrica como pode ser feita essa sobreexposição do antigo estímulo condicionado sem consequências temíveis no rato; foi obtida uma extinção completa que requereu nova expressão gênica e síntese protéica no hipocampo para restabelecer a resposta original (Cammarota et al., 2003).

 

Repressão

Um dos postulados mais heurísticos de Freud foi o da repressão de memórias. Essa pode ser voluntária ou inconsciente. Na primeira, propomo-nos a cancelar a evocação de memórias que nos causam desagrado, mal-estar ou prejuízo: “Não quero me lembrar mais da cara daquele sujeito (ou daquele lugar, ou daquele incidente)”. Na segunda, o cérebro faz isso por conta própria, para o qual evidentemente tem uma tendência autoprotetora. Há muitas evidências de que ambas as formas de repressão representam, essencialmente, a mesma coisa. Se o cérebro reprime determinada(s) memória(s), deverá ser em razão de um estímulo originado em algum lugar, seja esse voluntário ou não. Esse estímulo deve provir da própria memória, por definição. Anderson et al. (2004) estudaram a atividade de várias áreas cerebrais na repressão voluntária, tomada explicitamente como exemplo das duas formas de repressão. Verificaram que no momento da repressão ativa-se o córtex pré-frontal ântero-lateral, concomitantemente com uma diminuição da atividade do hipocampo, área vinculada fortemente com a evocação. Ou seja, uma região diferente do córtex pré-frontal vincula-se com a repressão. Estudos recentes de nosso laboratório apontam, porém, para uma relação

estreita entre ambas as regiões pré-frontais, em relação à construção de memórias de longa duração a partir da informação que elas processam durante a prática da memória de trabalho.

 

A extinção e a repressão não equivalem ao esquecimento real

Tanto as memórias extinguidas como as reprimidas podem voltar à tona, quer espontaneamente quer como conseqüência de estímulos específicos (Rescorla, 2001; Izquierdo, 2002; Cammarota et al., 2003). Não correspondem, portanto, ao conceito de esquecimento real, pelo qual as memórias efetivamente se perdem. Os mecanismos da extinção e da repressão são ativos e envolvem a inibição específica de uma ou mais memórias por intervenção de mecanismos nervosos determinados (córtex pré-frontal ventromedial, hipocampo, amígdala, córtex entorrinal em um caso; córtex pré-frontal ântero-lateral, hipocampo em outro). Na extinção, os mecanismos moleculares que a sustentam são em boa parte conhecidos (ver acima).

 

A persistência das memórias por períodos curtos também não corresponde ao esquecimento real

Há formas de memória que duram poucos segundos ou minutos (memória de trabalho) ou poucas horas (memória de curta duração).

O médico austríaco Sigmund Freud (1856-1939), fundador da psicanálise, em Londres.

A memória de trabalho retém as informações na medida em que essas vão aparecendo, essencialmente on-line ou por um curto tempo a seguir. Um bom exemplo é o da terceira palavra da frase anterior; todos a retiveram só o tempo suficiente para entender essa frase, e talvez a seguinte. A essa altura, já a perderam; se não voltarem atrás para relê-la, não a recordarão. A memória de curta duração é um processo mnemônico desenvolvido no hipocampo e no córtex entorrinal, utilizando mecanismos em boa parte próprios e independentes das memórias de longa duração que ao mesmo tempo estão sendo geradas (Izquierdo et al., 1998). Dura no máximo seis horas e serve ao propósito de um albergue provisório para a informação que depois poderá ou não ser armazenada como memória mais estável ou permanente; corresponde ao que William James (1890) denominava “memória primária”.

A maior parte dos componentes da memória de trabalho desaparece em segundos; os da memória de curta duração não persistem além de umas poucas horas, a menos que se tenha conseguido construir uma memória de longa duração ao mesmo tempo (Izquierdo et al., 1998; Izquierdo, 2002). A não-persistência dessas memórias mais breves decorre de seu papel fisiológico e não implica esquecimento algum. Um jogador de futebol se lembrará da cara daquele jogador do time oposto que o perseguia durante o jogo; depois, especialmente se seu time ganhou, o esquecerá. Se for de algum adversário longínquo (coreano, suíço), esquecerá para sempre.

 

E as memórias que duram poucos dias?

Todos nós que alguma vez estudamos só para uma prova (o vestibular, por exemplo) sabemos que há memórias que não persistem além da prova. Um ou dois dias depois as esquecemos para sempre. Numerosos trabalhos demonstram que na construção de uma memória de longa duração são necessárias a expressão gênica e a síntese protéica nas primeiras três a seis horas, no hipocampo ou em outras regiões vinculadas a esse processo (cf. Cammarota et al., 2003; Izquierdo et al., 2006). Estudos recentes feitos pelo grupo de J. H. Medina em Buenos Aires, em colaboração com o nosso, sugerem que há um segundo processo que envolve síntese protéica no hipocampo doze horas depois da aquisição, pelo qual as memórias persistem para além das 48 horas depois de apreendidas. Esse processo pode se denominar “manutenção” e requer também pelo menos um fator neurotrófico (o BDNF) no hipocampo, ao mesmo tempo que requer síntese protéica, isto é, doze horas depois de ter adquirido uma memória.

 

O esquecimento real

Como vimos no início, porém, além das diversas maneiras que existem de inibir a evocação e/ou de “escantear” memórias, há muitíssimas dessas que se perdem inexoravelmente e de forma irreversível. Ninguém se lembra do que fez na tarde de 4 de agosto de 1996 ou na hora seguinte após ter visto determinado filme. A menos que essa data ou essa hora tenha coincidido com algum evento emocionalmente forte. As memórias com conteúdo emocional forte são gravadas com participação das vias nervosas que regulam as emoções, que agem estimulando vias enzimáticas hoje bem determinadas no hipocampo e outras regiões a ele ligadas (a via da PKA). Essas vias estimulam indiretamente a formação de novas sinapses como sustentáculo dessas memórias e essas costumam, assim, persistir muitos meses ou anos (Izquierdo et al., 2006).

Fora dessas memórias, as demais, no entanto, duram pouco tempo; e se não repetidas (se não revividas), desaparecem por falta de uso. A falta de uso causa atrofia das sinapses (Eccles, 1957), e isso explica desde há pelo menos cinquenta anos por que as memórias nunca lembradas, assim como os movimentos não mais feitos ou os pensamentos nunca mais revisitados, desaparecem.

A memória é a função cerebral que mais se encaixa com o dito de que “a função faz o órgão”. Se praticada intensamente, a memória como função não esmorece; se não recordada, dissolve-se no esquecimento. Muitos trabalhos recentes indicam como isso é possível (Nader, 2003; Rossato et al., 2006).

A melhor forma de manter viva a memória, em geral, é por meio da leitura (Izquierdo, 2002). A melhor forma de manter viva cada memória em particular é recordando-a. Como isso nem sempre é possível, e certamente não desejável, devemos nos aprimorar na prática da arte de esquecer, tão cantada pelos poetas, desde Ovídio até Borges.

 

Referências bibliográficas

ANDERSON, M. C. et al. Neural systems underlying the suppression of unwanted memories. Science, v.9, 303, p. 232-5, 2004

BECKETT , W. S. Post-traumatic stress disorder. New Eng. J. Med., v.346, p.1495-8, 2002.

BEVILAQUA, L. R. et al. The entorhinal cortex plays a role in extinction. Neurobiol.

Learn. Mem., v.85, p.192-7, 2006.

BORGES, J. L. Ficciones. Buenos Aires: Emecé, 1943.

CAMMAROTA , M. et al. Inhibition of mRNA and protein synthesis in the CA1 region

of the dorsal hippocampus blocks reinstallment of a conditioned fear response. J. Neurosci.,

v.23, p.737-41, 2003.

ECCLES, J. C. The Physiology of Synapses. Berlin: Springer, 1957.

FREUD, S. The Standard Edition of the Complete Works of S. Freud. London: Hogarth

Press, 1959. v.3, p.74.

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1971.

IZQUIERDO, I. Memória. Porto Alegre: ArtMed, 2002.

IZQUIERDO, I. et al. Mechanisms for memory types differ. Nature, v.393, p.635-6,

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memory consolidation. Trends Neurosci, v.29, p.496-505, 2006.

JAMES, W. The Principles of Psychology. New York: Holt, 1890.

MILAD, M. R.; QUIRK, G. J. Neurons in medial prefrontal cortex signal memory for

fear extinction. Nature, v.26, p.70-4, 2002.

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p.567-84, 2002.

NADER, K. Memory traces unbound. Trends Neurosci., v.26, p.65-70, 2003.

PAV LOV, I. P. Conditioned Reflexes. New York: Dover, 1959.

PHELPS, E. A. et al. Extinction learning in humans: Role of the amygdala and vmPFC.

Neuron, v.43, p.897-905, 2004.

RESCORLA, R. A. Retraining of extinguished Pavlovian stimuli. J. Exp. Psychol. Animal

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ROSSATO , J. I. et al. Retrieval induces hippocampus-dependent reconsolidation of

spatial memory. Learn. Mem., n.13, 2006.

ROTHBAUM, B. O.; SCHWARTZ, A. C. Exposure therapy for posttraumatic stress

disorder. Am. J. Psychother., v.56, p.59-75, 2002.

VIANNA, M. R. et al. Role of hippocampal signaling pathways in long-term memory

formation of a non-associative learning task in rats. Learn. Mem., v.7, p.333-40, 2000.

_______________ . Retrieval of memory for fear-motivated training initiates extinction

requiring protein synthesis in rat hippocampus. Proc. Nat. Acad. Sci., v.98, p.12251-4,

2001.

VIANNA, M. R. et al. Role of the hippocampus and amygdala in the extinction of fearmotivated

learning. Curr. Neurovasc. Res., v.1, p.55-60, 2004.

 

resumo – nos últimos vinte anos vimos presenciando um notável avanço no que diz respeito ao conhecimento acerca dos mecanismos moleculares envolvidos na aquisição, consolidação e expressão de memórias. Porém, e apesar de que resulte óbvio que a nossa capacidade de formar novas memórias está intimamente ligada a sua perda, muito pouco se sabe a respeito do esquecimento. Quais as causas do esquecimento? Como esquecemos? Existe um processo ativo de esquecimento ou esse fenômeno é simplesmente decorrente da interferência de outras memórias ou da passagem do tempo? Neste artigo, comentamos brevemente este e outros temas relacionados com a persistência da memória, em particular, analisamos a influência que a utilização do traço mnemônico tem na sua perdurabilidade.

palavras-chave: Memória, Esquecimento, Extinção, Repressão.

abstract – in the last twenty years we have witnessed an extraordinary progress in our knowledge about the molecular processes involved in memory acquisition, consolidation and retrieval. However and despite the fact that memory formation is indissolubly intermingled with memory forgetting, we know very little about this phenomenon. What are the causes of forgetting? How do we forget? Is there an active forgetting process or this phenomenon is simply due to interference by other memories or to decay due to the passage of time? In this review, we comment briefly on this subject and others related to memory persistence. In particular, we analyze whether expression of the mnemonic trace has any effect on its perdurability. keywords: Memory, Forgetting, Extinction, Repression.

Iván

Dificuldade de fala e de linguagem - Síndrome de Down


Crianças com Síndrome de Down típicas possuem dificuldade de fala e linguagem e devem ser atendidas regularmente por fonoaudiólogos que podem sugerir atividades individualizadas para promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.

O atraso na linguagem é causada por uma combinação de fatores, alguns deles físicos e alguns devido a problemas cognitivos e de percepção. Qualquer atraso em aprender a entender e usar a linguagem pode levar a um atraso cognitivo. O nível de conhecimento e entendimento e, logo, a habilidade de acessar o currículo vai inevitavelmente ser afetada. Habilidades receptivas são mais desenvolvidas do que habilidades de expressão. Isso quer dizer que as crianças com Síndrome de Down entendem mais do que são capazes de expressar. Como resultado disso, as habilidades cognitivas destes alunos são freqüentemente subestimadas.

ATRASO NA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM
- Vocabulário menor, levando a um conhecimento geral menor.
- Dificuldade de aprender regras gramaticais (não usar vocábulos de conexão, preposições, etc), resultando num estilo telegráfico de discurso.
- Habilidade para aprender vocabulário novo mais fácilmente do que as regras gramaticais.
- Maiores problemas em aprender e usar linguagem social.
- Maiores problemas em entender linguagem específica apresentada no currículo.
- Dificuldade em compreender instruções.

Além disso, a combinação de ter uma boca menor e músculos da boca e da língua mais fracos torna a formação das palavras fisicamente mais difícil, e quanto maior a frase maiores ficam os problemas de articulação.

Problemas de fala e linguagem para estas crianças normalmente significam que menos oportunidades lhes são oferecidas para manter uma conversação. É mais difícil para eles pedir informação ou ajuda. Os adultos costumam fazer perguntas fechadas, ou terminar uma frase pelas crianças sem lhes dar tempo para falarem por si próprios nem ajudar para que eles consigam fazê-lo.

A consequência disso é que a criança:
- Ganha menos experiência de linguagem que lhe dê oportunidade de aprender novas palavras e estruturas de período.
- Tem menos oportunidade de praticar para tentar falar com mais clareza.

ESTRATÉGIAS
- Dar tempo para o processamento da linguagem e para responder.
- Escutar atentamente – seu ouvido irá se acostumar.
- Falar frente à frente e com os olhos nos olhos do aluno.
- Usar linguagem simples e familiar, com frases curtas e enxutas.
- Checar o entendimento – pedir para a criança repetir instruções dadas.
- Evitar vocabulário ambíguo.
- Reforçar a fala com expressões faciais, gestos e sinais.
- Ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pronúncia.
- Reforçar instruções faladas com instruções impressas, usar também imagens, diagramas, símbolos e material concreto.
- Enfatizar palavras-chave reforçando-as visualmente.
- Ensinar gramática com material impresso, cartões de figuras, jogos, figuras de preposições, símbolos, etc.
- Evitar perguntas fechadas e encorajar a criança a falar além de frases monosilábicas.
- Encorajar o aluno a falar em voz alta na sala dando a ele estímulos visuais. Permitir que eles leiam a informação pode ser mais fácil para eles do que falar espontaneamente.
- O uso de um diário para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas “ novidades”.
- Desenvolver a linguagem através de teatro e faz-de-conta.
- Encorajar o aluno a liderar.
- Criar oportunidades onde ele possa falar com outras pessoas, por exemplo, levar mensagens, etc.
- Providenciar várias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e táteis para reforçar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas